A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM COLABORATIVA EM AMBIENTES DIGITAIS
Segundo Caldeira (2004), “as características que configuram os ambientes digitais de
aprendizagem como espaços totalmente diferenciados dos presenciais, e ao mesmo tempo, diferenciados do modelo clássico de educação a distância” (p.1) se constituem em um desafio para a construção propostas pedagógicas e de instrumentos e estratégias de avaliação adequados a este novo contexto. Como primeiro passo, faz-se necessário estabelecer alguns conceitos básicos que nortearam nosso trabalho de ação e investigação.
O que se entende por avaliação partiu-se da definição de avaliação como um ato pelo qual se formula um juízo de valor sobre um objeto (indivíduo, ação, projeto etc.) por meio de um confronto entre a realidade observada desse objeto e um modelo ideal que nos serve como referência (Hadji,1994) . Importa observar que o modelo ideal do que deve ser esse objeto antecede a avaliação porque não se pode apreciar um objeto sem uma idéia clara de sua natureza. Esse modelo ideal, definido como referente por Hadji,
pode ser traduzido, num processo de avaliação institucional, em termos de finalidades, metas e planos a médio e curto prazo. Um plano de avaliação da aprendizagem, nessa perspectiva, poderia espelhar a tradução, das propostas de um curso no sentido de consolidar sua trajetória. Pode-se perceber, nos dois níveis de avaliação, a preocupação em não se restringir a uma só dimensão e/ou momento. Por outro lado, é importante destacar que o papel da avaliação é de contribuir positivamente para o processo que está sendo desenvolvido, não se descartando nenhuma forma de avaliação (somativa, processual, formativa etc.).
No caso de cursos de EAD predominantemente on line que se propõem a utilizar a
abordagem da aprendizagem colaborativa, faz-se necessário, na fase de planejamento do curso, explorar a natureza e as características básicas desta abordagem para que possam ser desenvolvidas atividades que propiciem o desenvolvimento destas características. Neste ponto, concordamos com Caldeira (2004) ao afirmar que “a avaliação não é um momento da proposta pedagógica de um curso, mas um de seus componentes básico” (p. 6).
Leia na integra:
http://reposital.cuaed.unam.mx:8080/jspui/bitstream/123456789/1360/1/1-Stella.pdf
Quem Somos!
Grupo formado por grandes pensadoras e um pensador brasileiro, Cristiane Santos Rosa, Edneya Silva, Fábio Medeiros Sedran, Fernanda Lucia Correa e Thais Fagaraz esses são os cinco integrantes de um grupo formado na Universidade Nove de Julho no curso de Pós Graduação de Formação de Docentes para o Ensino Superior, reunidos com o intuito de debater sobre aprendizagem colaborativa orientados pela Professora Renata Kelly da Silva no curso de Tecnologia Aplicada ao Ensino.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Aprendizagem Colaborativa no Ensino a Distância - Análise da Distância Transacional
Resumo
Este texto destaca aspectos da relação entre a aplicação da Aprendizagem Colaborativa e o nível de estabelecimento da Distância Transacional, tomando como modelo uma disciplina a distância desenvolvida pelo Grupo de Ensino de Bioquímica USP/Unicamp.
O que se observa, do ponto de vista da definição de diálogo de Moore (1993), é uma busca da redução da Distância Transacional, considerando a forma de troca de informações e de idéias entre participantes. Do ponto de vista da relação diálogo e estrutura, os alunos reconhecem a necessidade de ‘algo que force' a interação, para evitar a perda da motivação provocada pela grande liberdade e flexibilidade do programa. Os alunos mais dependentes sentem que um programa mais estruturado e com mais atividades de interação e diálogo é mais eficiente para o aprendizado. Quando o programa é flexível demais, os alunos menos autônomos sentem-se desestimulados por depender do diálogo com o outro para superar sua insegurança (quando a questão é de atitude) ou para suprir lacunas de seu conhecimento (quando a falta de autonomia é causada por insuficiente conhecimento na área).
Consulte na integra:
http://www.abed.org.br/congresso2004/por/htm/041-TC-B2.htm
Este texto destaca aspectos da relação entre a aplicação da Aprendizagem Colaborativa e o nível de estabelecimento da Distância Transacional, tomando como modelo uma disciplina a distância desenvolvida pelo Grupo de Ensino de Bioquímica USP/Unicamp.
O que se observa, do ponto de vista da definição de diálogo de Moore (1993), é uma busca da redução da Distância Transacional, considerando a forma de troca de informações e de idéias entre participantes. Do ponto de vista da relação diálogo e estrutura, os alunos reconhecem a necessidade de ‘algo que force' a interação, para evitar a perda da motivação provocada pela grande liberdade e flexibilidade do programa. Os alunos mais dependentes sentem que um programa mais estruturado e com mais atividades de interação e diálogo é mais eficiente para o aprendizado. Quando o programa é flexível demais, os alunos menos autônomos sentem-se desestimulados por depender do diálogo com o outro para superar sua insegurança (quando a questão é de atitude) ou para suprir lacunas de seu conhecimento (quando a falta de autonomia é causada por insuficiente conhecimento na área).
Consulte na integra:
http://www.abed.org.br/congresso2004/por/htm/041-TC-B2.htm
Dicas de leituras sobre aprendizagem colaborativa
Aprendizagem Colaborativa no Ensino a Distância - Análise da Distância Transacional
Referências Bibliográficas
GOKHALE, A.A. Collaborative Learning enhances critical thinking. Journal of Technology Education, 7(1):22-30, Fall, 1995.
HARA, N. & KLING,R. (1999) Students’ Frustrations with a Web-based Distance Education Course: a Taboo Topic in the Discourse [online] Acessado em setembro de 1999.
http://www.firstmonday.org/issues/issue4_12/hara/index.html
HILTZ, S.R. Impacts of college-level courses via asynchronous learning networks: Some preliminary results. Journal of Asynchronous Learning Networks, 1(2): 1-19, Aug., 1997.
JOHNSON, D. W. & JOHNSON, R. T. What We Know About Cooperative Learning at the College Level. Cooperative Learning, 13(3), 1993.
KOSCHMANN, T. Paradigm shifts and instructional technology. In KOSCHMANN, T. (Ed.) Theory and practice of an emerging paradigm. Nahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates Inc., 1996.
MOORE, M.G. Theory of Transactional Distance. In: KEEGAN, D. (Ed.) Theoretical Principles of Distance Education. Routledge Ed. London, 1993.
ABRIL/2004
Referências Bibliográficas
GOKHALE, A.A. Collaborative Learning enhances critical thinking. Journal of Technology Education, 7(1):22-30, Fall, 1995.
HARA, N. & KLING,R. (1999) Students’ Frustrations with a Web-based Distance Education Course: a Taboo Topic in the Discourse [online] Acessado em setembro de 1999.
http://www.firstmonday.org/issues/issue4_12/hara/index.html
HILTZ, S.R. Impacts of college-level courses via asynchronous learning networks: Some preliminary results. Journal of Asynchronous Learning Networks, 1(2): 1-19, Aug., 1997.
JOHNSON, D. W. & JOHNSON, R. T. What We Know About Cooperative Learning at the College Level. Cooperative Learning, 13(3), 1993.
KOSCHMANN, T. Paradigm shifts and instructional technology. In KOSCHMANN, T. (Ed.) Theory and practice of an emerging paradigm. Nahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates Inc., 1996.
MOORE, M.G. Theory of Transactional Distance. In: KEEGAN, D. (Ed.) Theoretical Principles of Distance Education. Routledge Ed. London, 1993.
ABRIL/2004
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